sábado, 15 de dezembro de 2012

The time is.


Escrevi noutra época sobre o tempo e, acredito que falar sobre ele é divagar filosoficamente (filosofia de boteco, no meu caso). Vivemos em épocas corridas em que tudo precisa ser às pressas. Há quem diga que o senhor tempo não ajuda – não há tempo para nada mais. Ninguém tem (ou quer ter) tempo para nada. Apenas para as próprias necessidades imediatas. Buscamos justificar as nossas ausências, as nossas faltas com a falta de tempo. Seria mesmo isso?
O que seria o tempo é uma questão muito profunda para ser tratada ( vide Santo Agostinho), mas o que percebo cada dia mais é o quanto nós nos tornamos dependentes dessa ordem cronológica (talvez tenha sido assim sempre). Não temos tempo para comer, não o temos para estudar, não temos tempo para assistir o filme preferido – nada de tempo – o meu é escasso. Sendo assim, o que estamos buscando então?
Volta e meia vejo pessoas dizerem: tempo é uma questão de prioridade. Sim, é uma questão de prioridade, mas prioridade a que e a quem? Penso ainda que o que deveríamos priorizar é o nosso bem estar; a “nossa felicidade”. Sei o quanto se torna evasivo discutir tal elemento, mas na verdade eu tenho saudades do “ter” tempo para ser e estar feliz. Ter tempo para ouvir as pessoas, para poder abraça-las. Ter tempo para viver em sociedade e perceber que se está vivendo em sociedade. E não estou me referindo à sociedade das redes de computadores, mas o poder olhar no olho do outro e dizer: oi, tudo bem? Que bom estar aqui com você!

Anderson Oliveira.

2 comentários:

  1. Eu também ando reclamando falta de tempo...isso é um problema! Bom questionamento!

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  2. O tempo se gasta vivendo
    Da melhor forma possível
    Um minuto bem aproveitado vale por uma hora.

    Abraço!

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