terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ela e o amante.


E quem dirá sobre ela quando chegar a hora? Dizei que não ama, mas não sabes o bem que te faz? Ama o amor do amante, que já ao nascer do dia, ama gloriosamente. E para este, pouco importa... Ao fim do dia, amará do mesmo modo. Ela sim é mulher de sorte – tem amor e vida – tem a vida para ser amada.
Ele sabe ser o amante – o homem com todos os predicados que sonha ela. Amante na vida e na cama, sobretudo. Ela gosta dos dois, mas prefere-o no leito onde repousa. De preferência, ambos nus – despidos de toda vergonha. Mulher fogosa que é; não sabe dizer não às investidas salientes do amor de sua vida. Dai se entrega totalmente sem pudor nenhum.
E quem dirá quando ela partir para longe? Não creio na morte, quem o crê? Ele argumenta no gozo os prazeres que ela esperou por toda a sua vida medíocre. Para ela, nada de pureza ao tirar as roupas. Quer mesmo é ser deflorada. O homem amado e amante sabe conhecer todos os caminhos do seu despertar de mulher. Agora, deitados e ofegantes, esperam de novo o alvorecer. Assim, seguem vivos e amantes.

Anderson Oliveira.

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