domingo, 4 de novembro de 2012

Ser ou não, solidão.

Estar sozinho ou acompanhado é muito relativo. Às vezes, mesmo cercado por pessoas, sentimo-nos sozinhos. É uma sensação íntima - de dentro da gente. Outras vezes, é a ausência de quem gostaríamos que estivesse junto. Da pessoa capaz de tornar o nosso dia, os nossos momentos mais felizes. Quem não sente falta desse outro olhar? E não adianta achar que é só mais um olhar no meio da multidão, não mesmo. Estou me referindo ao olhar no "espelho". Ao reflexo do outro que adjetivamos: amor. Não pense que este colóquio esteja falando diretamente sobre amor, mas sim do sentir-se só.
Eis um elemento que me dói: sentir-me sozinho. Certa ocasião, conversando com uma grande amiga, e comentei sobre essa sensação inescrupulosa de solidão. Contei a ela o quanto me incomodava sentir-me assim, pois de tudo que tenho medo, a solidão me apavora. Ela chegou a questionar-me: - Você não se acha boa companhia para si mesmo? Fiquei sem resposta. Não que não me sinta bem comigo mesmo, não é isso. Mas a sensação de estar só às vezes, incomoda demais. Até tento fazer agora para esquecer que estou só "internamente", mas quem disse que consigo? Nem sempre.
Se for por algo que sentimos falta ou não, essa espécie de "vazio" íntimo chega a ser doloroso. Claro que não sou um cara sozinho. Tenho amigos, vida social... Tenho um monte de coisas que podem ocupar a minha cabeça já tão cheia de ideias e sonhos e coisas afins. Vou conjecturando as possíveis causas, e penso, deve ser saudade de alguém, ou de algo que me faz falta. De umas tenho a certeza, de outras, não sei bem do quê. O que sei de fato é que, ou eu aprendo a viver momentos comigo mesmo, ou sei que assim como as noites e os dias, ela virá bater-me à porta.

Anderson Oliveira.

Um comentário:

  1. Sentir-se sozinho muitas vezes é sinônimo de carência.

    Beijos!

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