domingo, 11 de novembro de 2012

O que dirá do amor?

É inevitável tornar-se piegas quando o assunto em questão seja o amor. Digo isto no sentido piegas de fato. Ouvem-se murmúrios e lamurias de todas as maneiras possíveis, e desse modo, o amor vem sendo desenhado - redefinido constantemente. Corre-se o risco, eu sei, de ser tão evasivo quanto o objeto amor dos nossos tempos. - O que é amor? Questionam os mais racionais. E de fato, os conceitos sobre o amor se diferenciam para todas as naturezas.
Amor poetizado, amor selvagem, amor platônico... Amor que causa estranheza. Não sei definir - é indefinido. A busca desenfreada da imagem do oposto - o outro lado do espelho. Amamos o que enxergamos de nós no outro. O ser, objeto refletido de nós mesmos, é o sentido complexo do amor. Eu amo! Amar do amor egoísta que insiste em gritar dentro de nós. Não posso amar? O que amamos se não nosso outro mais igual? Eu amo e posso! 
Sei o que podem pensar muitos de vocês. Talvez nem saibamos amar direito. E qual é a melhor forma, então? Receitas de amor? Eu não acredito! Não existem formulas mágicas, só se ama por sentir que é possível amar o outro. Seja este amor retribuído ou não. Pode ser ridículo, bem possível. O poeta referiu-se ao amor em cartas como sendo ridículo. Mas afirmou serem mais ridículos aqueles que não sabem amar. Poesia? É, pode ser. Mas é o sentido íntimo do amar o ser amado que de fato faz a diferença.
Eu amo, sei que posso. Amo de todas as formas. Piegas ou não, ridículo? Talvez. Mas eu sinto, sei e quero amar sempre. Vou amar tudo aquilo que refletir o que amo. E vou amar como o amor dos poetas, pois estes amam com maior intensidade. Amor platônico? Não. O amor por amor! E quem sabe o que quero dizer, que ame a seu modo. É ridículo falar de amor? Não, ridículo é não sentir o sabor intenso do que é amar.

Anderson Oliveira.

3 comentários:

  1. Tão bela apologia ao amor quanto ele próprio ,poeta!ℬℯℓιℯvℯ ιn ℒℴνℯ...B❤E❤A❤U❤T❤I❤F❤U❤L !

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  2. "Por ser exato, não cabe em si; por ser encantado, revela-se... Invade e fim." Não há necessidade de explicações. Não há peso, não ha medida, não há lógica...

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  3. Lembrei-me de Álvaro de Campos com seu poema "Todas as cartas de amor são ridículas"...rsrsrsrs. Ridículo é não escrever cartas de amor, não sentir saudades nem soltar a imaginação. Amar é encontrar o céu.

    Beijos.

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