terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cada mundo, uma cabeça.


Não meço o grau de minha loucura, nem tão pouco o nível de minha lucidez. A minha cabeça é o meu mundo particular – mundo paralelo ao que vivo. Vivemos? Já ouvi dizer: “cada cabeça a sua sentença!” Sentenciar não é ato propício. Julgar é?
Na minha cabeça eu me perco muitas vezes. Viajo para dentro de mim, apesar dos pesares. E nela eu me vejo – reconheço-me de muitas formas. Eu posso ser eu mesmo dentro de mim. E fora, não? Para que serve o meu mundo eu se não posso ser o que desejo sempre?
Eu, particularmente penso. Pensamentos diversos povoam meu mundo interior. Dos mais puros aos tão obscenos. E eu gosto de ser assim! Dentro de mim eu posso ser o que eu desejar – brincar de ser até quem não sou, mas isso, só dentro de mim. Aqui fora eu sou o que penso e quero pensar, mas sou concretamente eu.
Se cada cabeça é um mundo, existem milhões de planetas-mentes espalhados por ai, aqui e acolá. Cada um com a sua medida e tamanho. Por dentro o universo se expande ou comprime a depender de nossas vontades. “Eu penso, logo existo” filosoficamente. Tem gente que existe e não pensa, penso eu. Mas cada cabeça é um mundo. Um universo sideral guardado dentro da gente.

Anderson Oliveira.

Um comentário:

  1. Escrito neste teor, aprecio e muito!

    Amei!!!

    Abraço,
    Priscila Cáliga

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