sábado, 27 de outubro de 2012

Um plano.


Um plano. Bem isso que precisávamos. Reunimo-nos todos na casa da árvore: eu, Ana Maria, Luigi e a pequena Lie. Queríamos encontrar uma maneira de chegar até o outro lado do riacho, sem que nenhum adulto soubesse. Gente grande sempre atrapalha tudo, e essa aventura não poderia ser descoberta.
Pensamos nas diversas maneiras de colocarmos em prática o feito. O riacho ficava logo à lateral da casa, e existia uma pequena ponte que dava acesso ao outro lado. Preocupação maior era com a pequena Lie. Ela talvez não conseguisse nos acompanhar. A Ana, sempre tomando frente nessas horas, dava palpites muitas vezes estrambólicos demais. Eu e o Luigi só observávamos. Não que não tínhamos ideias, mas com meninas, já viu.
Pensamos por muito tempo, eu acho. A pequena Lie já apresentava um ar de cansaço. Não sabíamos que horas eram. Depois de ouvirmos Ana, ficou decidido que iríamos pegar o caminho mais longo, para que não fossemos descobertos. Decidimos então dar a volta pelo galpão. Minha mãe na cozinha preparava o almoço. O cheiro do feijão rescendia da casa. Era o momento propício para por em prática o nosso plano.
Descemos da árvore, pusemo-nos em direção ao galpão, e chegamos até a ponte que dava passagem ao outro lado do riacho. Olhamos de cá o mato fechado que havia. O sol já estava a pino. Devia ser quase hora do almoço. Atravessamos a pequena ponte, não ousamos penetrar no mato fechado. Lie, já pedindo para voltar, queixava-se de fome. Sentamos por alguns minutos. Não demorou muito até sermos gritados para o almoço. Levantamos e fizemos o caminho de volta. Rimos alto. Tudo não passou de uma brincadeira de criança.

Anderson  Oliveira.

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