sábado, 27 de outubro de 2012

Repaginando.

Bateu-me aquele desejo de zerar o "cronômetro". De (re) fazer o que já estava (re) feito. Apagar - reescrever. (Re)organizar o meu mundo quase solitário. Sentei-me à frente do note, de súbito, arquivei minhas ideias. Desejei reinventá-las, reconstruí-las. Quem conheceu o antes, conheceu. Agora era o diferente.  Nesse momento, uma sensação de está tudo certo. Fiz o que desejei fazer. 
Outras palavras pintavam o espaço em branco. Iam criando forma, desenhando novas ideias. O sentimento de liberdade imperava em meu rosto. Era eu quem tomara a decisão. Senhor e dono dos meus domínios. Digitava cada palavra nova. Não no sentido literal, mas na sensação de pertencimento de liberdade em fazê-lo. Aquele era eu. Era isto que me importava. Mesmo trazendo as lembranças de outrora. De tudo que fora lido. Ainda assim, eu sabia o que estava por vir.
Empenhei todos os esforços para fazê-lo de outra forma, mas sem perder a essência. Queria mudar a paisagem apenas. A foto do "porta-retratos". Não mudar o meu mundo. Desse eu gosto. Apenas trocava de "roupa". Agora o peso de mudar pareceu-me mais leve. Já não pensava no antes, mas nas possibilidades futuras. Mesmo que não pudesse ser como antes, eu sei, seria de alguma forma. Revisei a escrita, suspirei a contento e publiquei em minha página outras histórias.

Anderson  Oliveira.




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